terça-feira, 20 de março de 2007

Esperança


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Mario Quintana


4 comentários:

Ahlka disse...

Tentei ler entrelinhas, mas hoje estou um bocado 'enevoada'para perceber certas coisas...Mas será que Mário Quintana não acredita realmente na força Esperança?

adrianna disse...

Pois ...
E eu de vários que li, escolhi este por (apenas) no momento se parecer comigo :)

De facto nem todas as horas são boas para "ler entre linhas" ou
"decifrar enigmas" eheheh

Laura disse...

Esperança é um poema meu, que leio leio, de cada vez que parece que ela me foge.....
Esperança é uma palávra mágica para mim..e para todos, acho eu e uso-a muitas vezes..

Por isso ando de pé,
luto contra a maré..
jinhos..

adrianna disse...

laurita,
a esperança tem sido tema de mtos poemas, assim como a coragem, a saudade, o amor, etc. são fontes de mta inspiração.
1 bjo