Li algures que:
“Em cada 10 pessoas, 9 dizem gostar de chocolate e a décima mente”.

Li algures que:
“Em cada 10 pessoas, 9 dizem gostar de chocolate e a décima mente”.
O casamento, dizem, é a festa com que todas as mulheres sonham! É o pico mais alto na felicidade da vida de qualquer mulher.
O noivo do meu sonho é um homem vigoroso, belo, meigo, afectuoso.
Após a cerimónia, carrega-me nos braços, deixando para trás todos os convidados. Com a sua amada nos braços, subirá a enorme escadaria e, é do último degrau que atiro o meu bouquet.
Viro-me apenas para ver as moçoilas, em bicos de pés, saltitarem na esperança de serem bafejadas pela sorte. Ao longe, no ponto mais alto do jardim, o Cupido do Amor, espreita de seta empunhada. Quem será o próximo ou próximos a ser atingidos ???
Ora, se o meu amado não usou a força dos seus 26 anos para carregar ao colo uns míseros 45 kg, proporcionalmente bem distribuídos quando apenas 4 degraus o separavam do quarto de núpcias, será legítimo e lógico esperar que hoje, quase cinquentão, se disponha a subir 15 degraus duma escadaria, carregando mais de 60 kg?
Mas quem diz que os sonhos são movidos pela lógica? E por outro lado, quem me impede de continuar a sonhar ainda que seja acordada?
E se em vez de estar aqui armada em 2 de paus,
me disfarçasse de Raínha de Copas?
Afinal não é carnaval????
Despertei abruptamente daquele sonho estranho e indesejado que me mantinha dividida entre confusa, inquieta e desconfortável, ao mesmo tempo que me atraía e cativava, acabando finalmente por me sentir liberta e aliviada embora decepcionada, por não passar disso mesmo … um mero sonho!
Não mais me lembrara do assunto até hoje, no exacto momento em que um episódio mo trouxe de novo à memória, fazendo-mo reviver, na íntegra, obrigando-me a questionar se de facto se terá tratado de um sonho ou pelo contrário, constitui uma realidade recente, passada ou futura.
A meu lado, um cavalheiro baixo e magro, entre os 40 e 45 anos, massajava-me as mãos que eu mantinha sobre as minhas pernas, cruzadas, ao mesmo tempo que me sussurrava palavras doces ao ouvido. Minutos antes, sentira uma mão colocar-me, delicadamente, sobre a cabeça, um chapéu masculino, que via agora reflectivo nas janelas do comboio, conferindo-me um certo aspecto místico/romântico, que eu não me atrevia a tirar, sob pena de interromper tão maravilhoso e diabólico sonho.
Confesso que me sentia-me bem assim cortejada, lisonjeada, mas igualmente causava-me algum constrangimento, pelo facto de não conhecer tal indivíduo e porque, exactamente em frente a mim seguia, sentado descontraidamente, o meu companheiro de mais de 2 décadas! Lembro-me que enquanto sonhava, a minha cabeça tentava discernir a lógica de tão estranha situação.
- Claro que só pode ser um sonho! Lembro-me de ter pensado para comigo durante toda a viagem.
- Isto é fruto da minha fértil imaginação ... é um sonho!
- Este sujeito, encantador, não existe! Mas ... e as paisagens? Serão essas reais? Perguntava-me!
- É um sooonhooo! Não tardarei a acordar. Sossegava-me a mim própria. Uma das frases que mais me suou ao ouvido e retive, rezava assim:
- És a mulher dos meus sonhos … Amo-te! Por ti, eu ia até ao fim do mundo! Queres ser a mãe dos meus filhos?
E termina aqui a narrativa do meu sonho.
............................................................................................
Hoje, enquanto esperava na fila do Multibanco do hipermercado, uma voz segredou-me ao ouvido: És a mulher dos meus sonhos … Por ti, eu ia até ao fim do mundo! Amo-te! És a mãe dos meus filhos …Que dizes à ideia de subirmos juntos o Rio Douro???
É por isso que não me tiram da cabeça … os sonhos têm algo de real!!! Só não consigo entender onde encaixa o dito chapéu masculino ... muito menos, o ”burro” da sorte. eheheheh
Mas, como dizia, estávamos no verão, em pleno gozo de férias, dispunha-me a fazer mais uma caminhada igual a tantas outras, seguida pela minha cadelita, uma rafeirita rasteira que me segue para todo o lado e não deixa ninguém chegar perto da dona. Não conhecia bem o monte, e até começava a sentir ter-me aventurado demais, ao ter-me aventurado assim no interior daquele matagal desconhecido.
Tinha deixado há muito para trás a estrada de terra batida, e seguia agora abrindo caminho por entre os arbustos que cresciam de forma desordenada entre os enormes pinheiros e eucaliptos, seguindo o piar da passarada e o som de bater de asas de … gaivotas?!? Hummm gaivotas em terra? Estranhei! Não é normal.
Percorri mais uns metros e um ruído, no início imperceptível, depois bem característico e perfeitamente audível, chegou-me aos ouvidos. Após mais alguns passos, vislumbrei a origem de tudo. Um cenário digno de ser classificado de um verdadeiro oásis … ali, bem à minha frente, uma deliciosa e aprazível "mini-cascata" natural!
Fiquei maravilhada! Nunca ouvira falar neste paraíso! Aproximei-me mais, deixando-me atingir por pequenos salpicos, provocando-me múltiplas e ritmicas contracções musculares, como se atingida por pequeninas descargas eléctricas que me percorriam todo o corpo.
O cenário era convidativo e demasiado tentador. Bem no interior do mato, a meio do monte, um pequeno oásis semi-escondido, e eu tinha o privilégio de o ter só para mim naquele momento.
A ideia começou a bailar-me no cérebro. Faço-o? Não faço? E, antes que o meu outro eu ... um Eu sempre atento aos perigos, lúcido, prudente, sensato, sempre a ditar regras, começasse a desenrolar um dos seus infindáveis novelões de prudências, riscos e advertências, iniciei a tarefa de me libertar dos trajes que envergava. Achei por bem não molhar nenhuma peça de vestuário … precisava delas secas depois, e foi um corpo completamente nu que mergulhou naquelas águas límpidas, de espuma branca e toque milagroso, usufruindo em pleno da mais maravilhosa sensação até então experimentada.
Deixei-me ficar assim, deleitada, saboreando, ora em silêncio, quase imóvel, deixando-me engolir por aquele líquido que me massajava até à raíz dos cabelos e me proporcionava uma sensação deliciosa ora, deixando escapar alguns gemidos de prazer, quase orgástico, o que acabaria por despertar na minha companheira de aventura, uma irresistível vontade de me imitar.
Em breve, éramos 2 corpos no mesmo espaço, a desfrutar dum prazer ímpar e sublime.
Nessa tarde, o regresso a casa decorreu em passo lento ... de vez em quando, trocávamos olhares de cumplicidade, e sentíamo-nos ambas mais leves, mais soltas, alegres e felizes. A cada passo, a minha "rasteirinha" olhava-me, parecendo querer dizer:
- Será o nosso segredo.
Hoje, aqui sentada, cachorrita a meu lado, recordo a nossa pequena aventura e, prometo: havemos de voltar àquela cachoeira !!!
Quinta Feira, 3 de Julho … uma Quinta feira aparentemente igual a todas as outras, não fosse um acontecimento que a tornou excepcionalmente fantástica e inesquecível aos olhos de Lúcia.
Ela que sempre fora tão sossegada, tão pacata e ponderada, levara até então uma vida regrada e sempre tão responsável agora, ali estava, pronta a cometer uma pequena loucura!
- Tenho de o fazer. Disse-me.
- Mas, pesaste bem as consequências? Acho uma grande loucura. Adverti-a.
- Não compreendes. Desejo-o com tal intensidade como nunca desejei nada antes.
- Bem, tu lá sabes. Se achas que o deves fazer…
- É irresistível. Muito tentador. Sonho com o facto até acordada. Tenho de o fazer! Não posso evitar. O desejo consome-me. Tenho de o saciar.
- Defini-lo-ia como … A QUECA DO SÉCULO.
A meio da tarde, numa Sexta Feira quente de Setembro, apenas 2 crianças brincavam, no espaço a elas reservado, junto ao escorrega enquanto mais 2 ou 3 se divertiam junto a um baloiço de madeira, sob o olhar vigilante de igual número de mulheres.
Numa zona mais recôndita do jardim, um idoso, meio curvado, com ar infeliz e olhar distante, tacteava com uma mão ora num, ora noutro bolso, à procura de algo, ao mesmo tempo que com a outra se tentava apoiar a um velho banco de madeira, em forma circular que havia ali próximo. Ao levantar ligeiramente a cabeça, pareceu-me ter os olhos húmidos. Aproximei-me dele. Sorri-lhe e disse-lhe:
- Olá, precisa de ajuda? Ao mesmo tempo, retirei a embalagem de lenços da carteira e estendi-lha, aceitando-a com a mão trémula. Era um homem alto e de feições e aspecto cuidado, parecia confuso, perdido. Olhou na minha direcção e, por instantes, pareceu-me consciente, embora se mantivesse calado, como que impossibilitado de articular palavra … diria que aflito.
Aquela fisionomia lembrava-me alguém que não conseguia identificar. Ajudei-o a sentar, sentei-me a seu lado e meti conversa.
- Então? Costuma estar por aqui? Mora aqui perto? Eu acho que conheço o senhor, mas não me lembro de onde, disse.
Levantou a cabeça, deixando ver o queixo que tremia, denunciando que o choro e o medo ameaçavam apoderar-se dele.
- Tenha calma! Se calhar não se lembra onde mora. A mim também já me aconteceu, sabe? E olhe que sou uma mocinha comparada consigo eheheheh
Pela primeira vez arranquei-lhe um leve sorriso e lá balbuciou:
- Vim a uma consulta e agora não sei para que lados fica a casa do meu filho!
- Mas isso resolve-se já. Como se chama o seu filho? Após alguns segundos em que me pareceu fazer um esforço para lembrar, disse:
- Júlio. Júlio Andrade.
- Ah! Júlio Andrade??? Então o senhor chama-se Artur não é? E veio sozinho à consulta? O senhor morava em Tomar, não era? Agora mora em Lisboa? Agora percebo. Eu conheço o seu filho. São muito parecidos. É médico num hospital aqui perto. Já há muitos anos que não sei nada dele. Mas, não se preocupe. Eu localizo-o e levo-o até ele, sim?
Conhecera Júlio havia mais de 15 anos, quando ele viera trabalhar para o hospital em frente do escritório da Delegação do jornal onde eu desempenhava funções administrativas. Costumávamos almoçar em grupo, num restaurante perto e chegámos a organizar passeios e convívios, aproveitanto as vantagens promocionais da agência de viagens, a uns passos dali, propriedade do dono do restaurante, o Senhor Tomás. Tornámo-los logo Amigos. Júlio era, na maior parte do tempo, um homem alegre, brincalhão, divertido, sempre pronto para uma boa piada ou anedota marota e tinha um excelente sentido de humor. Daquele tipo de pessoas de quem facilmente se gosta.
No entanto, frequentemente assumia uma pose altiva, arrogante, revelando presunção ou mesmo soberba e nesses momentos ficava intratável. Gostava de ser bajulado e havia no grupo quem quase se submetesse a ele, o que o envaidecia. Irritava-se com quem expressasse opinião divergente da sua e não se coibia de tecer comentários depreciativos, por vezes brejeiros. Chegava a ser indelicado e algumas vezes humilhava as pessoas.
Era opinião geral que Júlio tinha um feitio difícil, mas o seu quase constante bom humor e a função de líder no grupo, tornava aceitável a sua faceta menos sociável. Atribuíamo-la ao excesso de trabalho e de certa forma tolerávamos o seu mau génio.
Embora pouco tivéssemos em comum, tanto no campo social, como profissionalmente, aproximámo-nos um do outro e tornámo-nos intimos. Desagradava-me a sua excessiva auto-confiança que fazia questão de sempre demonstrar, a forma como se vangloriava e relatava episódios envolvendo mulherio e o modo como exagerava a sua masculinidade, querendo dar a ideia de um grande garanhão.
Durante mais de 4 anos, o grupo, constituído por ele, 2 enfermeiras suas colegas, 1 auxiliar de acção médica, 1 funcionário bancário, 1 educadora de infância e eu, organizou e participou em vários convívios e uma vez por ano, era obrigatório um passeio.
Um dia, sem qualquer explicação, Júlio afastou-se do grupo. Raramente o víamos, andava cabisbaixo, emagreceu cerca de 15 kg no espaço de um mês e remeteu-se a absoluto silêncio. Não havia dúvida de que algo muito grave o preocupava, mas recusou-se sempre a partilhá-lo connosco. Inicialmente, os Amigos preocupados, tentaram entender a repentina mudança, mantinha-se calado e reagia mal a perguntas, repudiando quantos se tentavam aproximar.
Manifestações de pasmo e preocupação foram sendo esquecidas à medida que surgiam novos temas de conversa, uns e outros mergulharam nos seus próprios problemas, e pouco a pouco todos se afastavam ficando apenas eu que, talvez por ingenuidade ou teimosia entendia poder e dever prestar-lhe apoio. Acreditava que o seu ar arrogante apenas camuflava uma enorme fragilidade que eu tinha captado desde o início. Talvez tenha tocado o meu instinto maternal e, durante todo o tempo em que ele se dizia na fossa, mantive-me por perto, sempre disponível, ignorando e relevando todos os seus insultos e aquele enorme e constante azedume.
Mantive-me sempre presente. Mandava-lhe mensagens carinhosas, convidava-o para almoçar a que ele respondia quase sempre com um irrefutável NÃO! Duma forma subtil, fazia-me acusações, chamando-me cusca, fingida e hipócrita, fazia alusão ao seu superior nível social, como suporte à afirmação de que não precisava de conselhos de ninguém, muito menos de alguém como eu. Tinha atitudes contraditórias, sendo que tão depressa se mostrava agressivo e orgulhoso, como podia de repente, tornar-se dócil e humilde, mostrando-se grato pela minha Amizade.
Algumas expressões tipo “não te enxergas?”…”não preciso dos teus conselhos” atingiam-me, na alma, como pedradas que apenas ia tolerando porque alternavam com períodos de manifestos desabafos de infelicidade, lamúrias, choro e alguns pedidos de desculpa, à mistura com palavras de gratidão. Pouca a pouco acabei por perceber a causa do seu estado e se tentava minimizar o facto, no sentido de o ajudar a erguer, levava logo com uma enxurrada de palavrões.
À medida que ia saindo do estado que ele próprio classificou de “lama” e “merda”, ia aumentando a arrogância para comigo, culminando com o dia em que me maltratou verbalmente, acusando-me de só querer saber da sua vida, dirigindo-me palavrões e desligando-me abruptamente o telefone.
Tinham passado quase 10 anos! Eu mudara de emprego e apenas via esporadicamente 1 ou 2 Elementos do grupo. Durante meses mantive a esperança de um gesto ou uma aproximação, mas em vez disso soube que se referia a mim como “intrometida” …“cusca” e “hipócrita”, pelo que acabara por excluír o seu nº da minha lista de contactos e tentara esquecer alguém que não merecia nem sequer ocupar o meu pensamento.
Agora, o Senhor Artur, seu pai, ali estava, indefeso, confuso, eventualmente portador de doença de Alzheimer ou de outro qualquer síndroma de demência. Havia necessidade de avisar e sossegar o “arrogante doutor” de que nada de muito grave lhe tinha acontecido. Provavelmente já teria dado pela demora do Senhor e estaria ansioso.
Carinhosamente, pedi ao Senhor Artur que me deixasse examinar-lhe os bolsos e descobri um pequeno papel amachucado onde se viam 2 números rabiscados … “filho Júlio”… “filho Álvaro”. Retirei o meu tm da carteira, copiei o primeiro número … respirei fundo e … liguei. Ia enfrentar de novo a fera:
Demorou alguns toques a atender. O modo como o fez, levou-me a crer que ainda retivesse o meu número ou que eventualmente o tenha memorizado, já que de imediato ouvi:
- Diz, rapariga! Olha, liga-me outro dia, hoje estou a braços com uma grande chatice! Não te posso atender … desligou!
Apesar de não me surpreender, fiquei imóvel, incrédula por alguns segundos. Continua exactamente igual a si próprio! Repeti a chamada. Depois de 2 ou 3 palavras gritadas e dirigidas a mim, lá me permitiu falar.
- Júlio, sei o que se passa e calculo que estejas aflito … não me deixou continuar:
- Lá estás tu, sempre com a mania que sabes tudo acerca de mim! Foi a resposta dele. Enfureci-me e levantei também o tom de voz:
- Olhe, senhor doutor, encontrei casualmente o seu pai. Ele está bem, apenas um pouco confuso … está aqui comigo e preciso que me diga onde lho posso ir levar. Ficou calado por um momento e quando retomou o discurso, agora em tom mansinho, apenas o deixei dizer:
- Estou a trabalhar … no hospital.
- Então dentro de 15 minutos estou aí, espera-me ao portão. Disse-lhe.
Seguiu-se um curto trajecto de táxi, posto o que ajudei o Senhor Artur a sair, depositei-lhe 2 beijinhos na face, ao memso tempo que me sorria, e enquanto ele percorria a curta distância que o separava do filho, meti-me de novo no taxi e pedi ao motorista que me levasse rápido dali.
Moral da estória:
1 - Parece que afinal sempre há confidências;
2 – Há pessoas que não merecem nem o nosso desprezo.
(misto de real e ficção)
Há dias assim... cinzentos, que me tingem a alma de negro! Fico nostálgica, angustiada, melancólica, apática, infeliz. Nestes dias, mover cada músculo do corpo exige-me um esforço triplo. Sinto-me vestida de chumbo, quiçá acorrentada, as minhas pálpebras teimam em se manter semicerradas, o meu raciocínio acompanha o ritmo, lento, do corpo ou vice-versa, uma rolha invisível torna-me incapaz de pronunciar palavra, em perfeito contraste com o meu génio de incorrigível tagarela.
Dias assim, de quase total inércia, nem sempre coincidem com os dias cinzentos e chuvosos, outonais ou invernosos, embora quando reunidas estas condições, o efeito se agrave e seja mais prolongado.
Ocorrem, também, esporadicamente, em dias primaveris mesmo com céu bem azul, mas a natural luminosidade, neutraliza o efeito nefasto ou manifesta-se em brevíssimos, quase imperceptíveis momentos.
Costumo dizer de mim para mim: “felizmente, esta morrinha dá-me forte, mas … passa-me depressa” .
Hoje foi um dia nebuloso ... quase cinzento :-)
Está decidido! Um pequeno incidente precipitou as coisas e hoje mesmo coloquei a tranca na porta … fechei o meu coração a alguém que não merece a minha Amizade. 3 anos é tempo mais que suficiente para ponderar e repensar atitudes … tempo mais que suficiente para a explicação que há muito aguardo pacientemente. Acabo de concluir que não chegará nunca!
Na verdade, já me tinha proposto esquecer a sua existência, mas de cada vez que começo a sentir-me familiarizada com o facto, algo acontece que quebra o silêncio, impedindo-me do propósito de fechar definitivamente a porta, pois embora possua uma boa dose de tolerância, costumo bater com a porta uma única vez!
Quem me conhece de facto e não apenas superficialmente sabe que pode contar com uma Amizade, lealdade e dedicação extremas, mas no caso concreto, há muito que ultrapassei os limites do razoável.
Tenho um coração muito mole é o que é … uma Amiga está sempre a alertar-me para esse facto, mas se é verdade que não podemos mandar nos nossos sentimentos, podemos pelo menos encarar de frente os próprios erros , assumi-los ... repará-los e evitar repeti-los.