domingo, 17 de junho de 2007

Poesia erótica








Dá a surpresa de ser.
É alta, de um louro escuro.
Faz bem só pensar em ver
Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem
(Se ela estivesse deitada)
Dois montinhos que amanhecem
Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco
Assenta em palmo espalhado
Sobre a saliência do flanco
Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco.
Tem qualquer coisa de gomo.
Meu Deus, quando é que eu embarco?
Ó fome, quando é que eu como?

(Fernando Pessoa, Variações sobre um corpo)


22 comentários:

Laura disse...

É linda cheia de encanto. Mana que bem ele escrevia, e já naquele tempo era tão moderno e arrojado. Deviam ter-lhe chamado nomes bonitos na altura ehhh. Beijinho a ti nina Adry.

Fallen Angel disse...

Pois... já comia qualquer coisinha, já...

Sandokan disse...

MENTES MENTIROSAS
no http://lusoprosecontras.blogspot.com

A felicidade é um perfume com que não podemos aspergir os outros sem que caiam algumas gotas em nós mesmos. De que serve viver senão tornarmos a vida menos difícil aos outros.

Laura disse...

Este Anjo sempre na brincadeira, se fosse um prato daqueles até rapava tudo...mas, utopias amigo, utopias...

Laura disse...

Ó fome quando é que eu como?

São horas de comer o pão
Que Nosso Senhor nos dá
São horas de a todos dizer
Um grande Olá...
Com um Bom Dia a condizer!...

Adrianna disse...

Laurinha,
Pensamentos bem exprimidos, de fácil compreensão e a todos nos toca eheheh
Ai o AMOR, laurinha :)

Adrianna disse...

Oi, meu Anjo reaparecido ...
Anda com fominha, anda? eheheh
Quer uma chandoxa?

Adrianna disse...

Olá, Sandokan :)
Óptima comparação ... é msm assim que sinto a felicidade ... mas daqueles perfumes que uma simples aragem arrasta.

Diabinha cusca disse...

"Variações sobre um corpo"? eu já lhe ouvi chamar mtas outras coisas eheheh
Adry, tás ali toda repimpada na areia a fazer inveja à gente, hen?

Diabinha cusca disse...

Bem ... há a cabecita varia muita vez, dependendo do panorama ...
então há certas "cabecitas" que são msm doidonas

Laura disse...

Haja boa disposição com este sol que abriu por cá no Norte, e já me aqueceu o coração.
Beijinhos, mas o poeta já morreu, já na papa gajas boas como um gomo, ai que fome a dele! e a vossa? pelo oposto claro, senão brrrrrrrrrrrrrrrrr

Diabinha cusca disse...

Eu cá ando cheia de larila! Sempre em correrias que nem tenho tempo pra "papar" coisas boas buáááááá

Laura disse...

A que coisas boas te referes? se é entre aspas, então entendo-te ehhhh...

Pascoalita disse...

Ora vejam só ...
Com que então Pessoa apreciava os "altinhos" :)
E eu que pensava que ele vivia alheado do mundo real, só para os seus escritos eheh

Laura disse...

Pascoalita cá para nós, além do Pessoa, tem muita gentinha metida a boazinha e casta, mas nem te digo, eu reparo naqueles olhares cheios de lascívia, aqueles modos, e o Pessoa também era um pobre diabo, triste, fechado só queria estar só (arre pró que lhe dava) mas garanto-te que é do sofrimento que saem lindas poesias...

Laura disse...

A nina hoje não buliu por aqui, buliu por outro lado foi?

Adrianna disse...

Esta altura do ano é mto stressante. Andamos em correrias o ano inteiro mas em tempo de férias, com a redução do pessoal em gozo do merecido descanso, sobrecarrega quem fica.
A malta chega a casa exausta! Capaz de fazer comó coelho eheheh

Zeca Paleca disse...

Gosto desta poesia e também do meu macaco.

O MACACO e a BANANA, uma dupla inconfundível produto de um ex-grimpo que se diz messiânico em todas as suas obras poltreneando-se por terras da Bairrada.

Veja o MACACO no:

http://lusoprosecontras.blogspot.com

eheheheheheheheheheh

Laura disse...

Este corredor de ténis não pára, para gostares das nossas poesias há que compartilhar os quereres e dizeres, não sei porque temos de ir a correr às águas do luso se é tão longe ehhhhhhhh..

Laura disse...

Bom dia nina Adry.
Tudo sorridente por aqui?
Beijos de doa bom...

Naeno disse...

ABRIGADO

O que me faz sentir as contrações de amar
É o externado do amor
Batizado com este nome
E nem é mulher nem é homem
É uma dor de fazer.
Não é um esforço de expelir,
Nem botar pra dentro,
É um desejo ferido de perpetuar-se
Profundo onde ninguém me ache,
E eu me encontre amando.
Ó barriga ardente,
Ó casa quente,
E o inverno com seus ventos,
Não me balançam os cabelos.
Assim me dou e tenho
Abrigo, luz, e gozo.
E ainda me sinto protegido,
Sendo eu também protetor.
Ó casa aconchegante,
Quando entrei, passante,
Atormentei-me querendo,
O prazer de novo,
Reentrar ao ventre,
Puxar-me pela delícia
Dos teus caprichos,
Entrar pra morar de novo.

Um beijo
Naeno

Eros Aragão disse...

Muito bom. Gosto muito de Drummond e Fernando Pessoa. Como comecei a pouco ainda não tive a oportunidade de Fernando Pessoa. Se puder visite-me e deixe sua opinião.

Beijos
Eros