Há uns anos atrás assisti, quase diria de camarote, ao "espalhanço" de uma Amiga que, na minha forma de ver de então, inadvertidamente se deixara atingir pelo cupido, permitindo-se viver aquilo que eu classificava de "amor proibido", como se os sentimentos pudessem ser contidos, ou a sua evolução dependesse exclusivamente de saber ou não gerir emoções.
Nas nossas longas conversas em que eu, com a melhor das intenções tentava em vão faze-la descer à terra, era por ela desarmada, com um simples argumento que nunca conseguia refutar:
- "O AMOR não tem estado civil. Ou tem?"
Agora, tanto tempo depois, descobri quão difícil é o dilema. A cada recuo meu ao ímpeto de infringir as minhas próprias regras, logo o meu outro "eu" contra-argumenta:
- Ora, o Amor não tem estado civil eheheh
